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SAMARCO PODE RETOMAR ATIVIDADES

O gerente geral de infraestrutura da Samarco, Carlos Antônio Amorim, o gerente de desenvolvimento socioinstitucional, Rodolpho Samorini, e o analista de desenvolvimento socioinstitucional, Rafael Real, debateram com os vereadores de Mariana sobre as atividades da empresa no cenário atual. O consultor e ex-funcionário da mineradora, José Ricardo, também participou da discussão. A Câmara de Mariana solicitou informações sobre o projeto de retomada das atividades da empresa mineradora que, de acordo com Amorim, está em desenvolvimento. “O projeto prevê a retomada de até dois terços da operação”, apontou o gerente de infraestrutura. Ele destacou a atual dificuldade das mineradoras em obter licenças operacionais. A repercussão do desastre causou muito desconforto à empresa e aos governos que não fiscalizaram a atividade.

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almg ouve moradores

A Comissão Extraordinária das Barragens da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) reuniu-se na segunda-feira (25/1/16). Moradores relatam dificuldades e criticam controle da Samarco para definir ações reparatórias. Uma das preocupações é que o processo social da tragédia seja mantido em Mariana. Segundo moradores, a empresa entende que o processo social deveria ser tratado em esfera federal e, em virtude disso, não estaria facilitando as negociações.

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SOS MATA ATLÂNTICA DIVULGA LAUDO

Metais pesados e bactérias
De acordo com as coletas e análises físico-químicas realizadas, que obedeceram às normas estabelecidas pelo Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater, todos os pontos avaliados estão em desacordo com o que é preconizado na legislação vigente.

Dureza
Considera-se “água dura” aquelas com teores acima de 150 mg/l de cálcio e magnésio. Já “água mole” são as que possuem concentrações abaixo de 75mg/l. Porém, a Portaria do Ministério da Saúde 518/2004 coloca como padrão de potabilidade a dureza com limite até 500 mg/L. As águas analisadas em todos os pontos são consideradas “águas duras”. A quantidade de íons de magnésio e cálcio na água são os principais parâmetros para a determinação da dureza.

Magnésio
Todos os pontos analisados estão com quantidade de magnésio que supera o que preconiza a legislação. O mineral magnésio é o segundo mais abundante cátion intracelular e está envolvido em diversas e importantes reações bioquímicas, porém, em altas quantidades pode aumentar produção de adenosina trifosfato (ATP) intracelular e por consequência aumentar a utilização de glicose. Em altas quantidades, o magnésio atua como cofator de todas as reações que envolvem transferência de ATP. A ação do magnésio como um bloqueador de canais de cálcio também pode contribuir para reduzir a liberação de cálcio e, assim, reduzir a resistência vascular. Além disso, o magnésio também ativa a bomba Na-K ATPase que controla o equilíbrio desses minerais.

Cálcio
A quantidade de cálcio apresentou-se dentro dos parâmetros estabelecidos pela Portaria Ministério da Saúde 518, de 25/03/2004.

Cobre
Em 5 pontos esse parâmetro encontra-se em quantidades superiores ao que preconiza a legislação. Quando o metal cobre não está ligado a uma proteína, como é o caso dos pontos analisados, ele é tóxico. O consumo de quantidades relativamente pequenas de cobre livre pode provocar náuseas e vômitos. Se os sais de cobre não ligados a proteínas forem ingeridos em grandes quantidades, podem ocorrer lesões nos rins, inibição da produção de urina e anemia devido à destruição de glóbulos vermelhos (hemólise).

Alumínio
4 pontos apresentam alteração em comparação com o limite permitido por lei. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no anexo da portaria número 518, de 25 de março de 2004, estabelece que excedida a porcentagem limite de ingestão do alumínio por meio da água, isso pode causar riscos à saúde, pois esse metal é um composto neurotóxico. O consumo em longo prazo pode causar encefalopatia grave em pacientes que sofrem diálise renal, podendo levar a distúrbios neurológicos. Alguns estudos demostram que os riscos podem estar relacionados ao aumento dos casos de mal de Alzheimer, à formação de compostos químicos cancerígenos e à metemoglobinemia – doença que faz com que o ferro não transporte oxigênio ao sangue. Sem o oxigênio ser transportado no sangue, os sinais e sintomas podem ser: tontura, fadiga, taquicardia, náusea, vômito, sonolência, coma e, raramente, levar à morte.

Ferro
As quantidades obtidas estão dentro do padrão estabelecido pela Resolução Conama 357/2005. O Ministério da Saúde adverte que o excesso de ferro dissolvido na água pode provocar sinais e sintomas como diarreia e vômitos.

Manganês
As análises realizadas pela equipe da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), em laudo disponibilizado no GIAIA, mostram que 8 pontos encontram-se com níveis muito acima do permitido pela legislação. Quando a contaminação por manganês ocorre por ingestão, no caso quando a água está com excesso desse elemento, existe o risco de seres humanos apresentarem sintomas como rigidez muscular, tremores das mãos e fraqueza. Pesquisas realizadas em animais constataram que o excesso de manganês no organismo provoca alterações no Sistema Nervoso Central, e ainda pode levar à impotência, por danificar os testículos.

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