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DEMOCRACIA, SEMPRE

A abertura do processo de impeachment da Presidenta Dilma Rousseff provocou as manifestações de rua na capital mineira, na noite de 31 de março. O encontro aconteceu na praça da Estação, com show musical e a militância petista cantando música sobre a traição de Michel Temer e entoando o “não vai ter golpe”. Faixas contra a atuação da Rede Globo, lembrando a participação da emissora no Golpe de 64 que completou 52 anos estavam por toda parte. O pedido de impeachment da Presidenta Dilma, sem crime de responsabilidade, indignou até cidadãos que desaprovam a política econômica, por causa do risco de retrocesso constitucional. Diversos cartazes se referiam à falácia da oposição que diz ser a favor do combate à corrupção, mas não aprovou uma verdadeira reforma política e ainda ignora que o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, denunciado, continua a obstaculizar os trabalhos da Comissão de Ética e sequer foi afastado do cargo. Um cidadão lembrou que o vice-presidente em momento algum falou em renunciar.

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OBRAS INACABADAS

Inacabado, abandonado, pilhado, o Matadouro Municipal de Mariana é um acinte ao contribuinte e a prova cabal de que o poder público zomba das leis. Durante décadas, bois, porcos e galinhas dos produtores de Mariana foram abatidos em ambientes sem nenhuma higiene e assepsia, em fundo de quintal, sendo as partes não comercializáveis atiradas no rio, enquanto a carne vendida nos açougues da cidade era transportada em veículos comuns, coberta apenas por lona de plástico. Foi a época dos prefeitos pecuaristas. Graças ao Ministério Público, que impetrou ação civil pública, o município minimizou a situação e prometeu construir um moderno Matadouro Municipal. A obra, inacabada, custou uma fortuna e hoje o que se vê é um local de abandono, com muito mato e erosão, sem portaria, sem cerca, sem portas, sem telhado e com equipamentos deteriorados. Não é a primeira vez que nossa reportagem mostra essa realidade. Para nossa surpresa, encontramos também pneus usados de motocicletas e garrafas de cerveja long neck amontoados no entorno. As telhas, os fios, as portas e os tubos de pvc do edifício foram levados e os vidros quebrados. Maciços de alvenaria estão sendo arrancados para retirada de tijolos. Não há vigilância no local. A Concorrência 011/2007 - Construção do Prédio do Matadouro Municipal - tem particularidades
dignas de CPI. A ordem de compra não foi autorizada pelo então coordenador de Compras. Falta a assinatura do controlador interno. Falta memorial descritivo, plano de trabalho e projeto básico. O edital obriga as licitantes a se cadastrarem no município para participar do certame e a modalidade em tela não obriga a isso. No edital não consta a data de sua expedição. O valor estimado da licitação foi alterado a partir da realização do certame, sendo que o processo após essa fase não poderia ter sido revogado para futuros valores, pois assim aumentaria a concorrência entre os participantes. Falta ordem de serviço, publicação do extrato e término de vistoria da obra.

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21 DE ABRIL DE 2016

A tradicional cerimônia de 21 de abril na antiga Vila Rica repetiu a restrição de acesso ao centro histórico de Ouro Preto com barreiras policiais e inúmeros desvios. A banda de música da Polícia Militar de Minas Gerais, que completa 40 anos, executou a nostálgica “We Are The Champions” do grupo inglês Queen e demais clássicos do rock. Manifestantes do MST e movimentos populares ligados ao governo gritaram palavras de ordem: “não vai ter golpe”. A deputada federal Jô Morais e o senador e ex-Presidente do Uruguai, José Mojica, foram ovacionados pelo público presente. Faixas com “Fora Temer” e “Fora Cunha” ocuparam a Praça Tiradentes. O momento de constrangimento ficou por conta das menções ao vice-governador mineiro, que pertence ao PMDB, e ao representante da OAB, signatária do pedido de impeachment de Dilma Rousseff. A banda Euterpe Cachoeirense e o Lar São Vicente de Paulo, de Ouro Preto, foram agraciados. Pimentel em seu discurso saudou Mojica e sua esposa Lucia, senadora do Uruguai, lembrando o sacrifício em prol da liberdade e os valores republicanos do País. “Cedo ou tarde, a liberdade sempre vence”, afirmou o governador mineiro. Fernando Pimentel citou Pepe Mojica como símbolo da resistência e tirania e reclamou das meias-verdades da mídia, quando foi interrompido por manifestantes contrários à Rede Globo de Televisão. “Nada supera o valor e a supremacia do voto popular”, pondera o governador. Mojica saudou os mineiros e ouviu dos manifestantes o bordão “América Latina vai ser toda socialista”. “Penso, mineiros, que a luta envolve sacrifícios e temos que cultivar a coragem de sempre recomeçar. Todos sabemos que a democracia nunca é perfeita, porque somos humanos e pertencemos a uma classe distinta. Nós, homens, somos semelhantes, porque somos sociáveis e temos defeitos e vivemos conflitos. A função da política é eliminar a dor e a injustiça. O problema político não é de um único partido, ele é de todo Brasil”, afirmou Pepe Mojica. O ícone latino da luta pela liberdade insistiu no discurso contra as desigualdades.

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